O sistema de cores - Parte I (cinzas)

A Copic possui a maior paleta de cores dentre todas as canetas que existem. São no total 358 tons que vão desde as cores mais sutis até diferentes tipos de pretos. Isso só é possível graças a sua altíssima qualidade japonesa e à consistência de cor que fizeram a fama das Copics.

 Mas não se engane em achar que toda essa quantidade de cores veio para dificultar ainda mais sua decisão na hora de escolher as cores. Todas elas foram organizadas e nomeadas dentro de um Sistema de Cores único, que surgiu desde a criação da Copic – há mais de 25 anos atrás – para facilitar o entendimento e uso das cores e, consequentemente, as suas criações.

 Nesta série de posts vou abordar o Sistema de Cores da Copic com objetivo no resultado que se pretende alcançar. E para este primeiro, vou começar do começo: falando apenas dos tons cinza. Vamos lá?

 

"– Mas gente... eu fui pra área criativa justamente por não ser bom com números?!"

 

ENTENDENDO AS FAMÍLIAS DE COR

 São 4 famílias de tons de cinzas, representadas pelas seguintes letras:

C = do inglês "Cool Gray", que são os cinzas frios, azulados.

N = do inglês "Neutral Gray", que são os cinzas neutros.

T = do inglês "Toner Gray", um tom que fica entre o cinza neutro e o cinza quente.

W = do inglês "Warm Gray", que são os cinzas quentes, amarelados.

 

É possível ver claramente a diferença entre elas na imagem abaixo.

 Repare na diferença entre o tom azulado do Cool Gray e o tom amarelado do Warm Gray.

 

INTENSIDADE OU BRILHO DA COR

 Você verá que além da letra que indica a família, cada cor tem também um número, que representa a intensidade ou brilho dentro daquela família de cor.

 

Quase 50 tons de cinza!

 

Repare que a intensidade aumenta do tom mais claro para o mais escuro em uma escala de 0 a 10. E aqui cabe uma explicação mais técnica:

 - o número 1 equivale a 10% da cor, o número 2 equivale a 20%, e assim por diante até 100%.

 - do lado mais claro da escala, os números 0 equivalem a 5%, e os 00 equivalem a algo abaixo de 5%.

 - do lado mais escuro temos também duas outras cores: o 100 e o 110. Suas tonalidades são um pouco mais intensas que as cores C10 e T10 respectivamente, pois possuem uma mistura diferente de pigmentos, e também por esse motivo também não são chamados de C11 e T11.

 

Dica: as cores C10, N10, T10, W10 são considerados pretos, assim como as cores 100 e 110. A diferença entre eles só será notada em alguns tipos de papéis e/ou ambientes com bastante iluminação.

 

LIMITE DE INTENSIDADE

 É claro que ao passar a caneta várias vezes sobre o papel, qualquer cor vai escurecer um pouco. Mas no caso da Copic há um limite, que em papéis apropriados, é atingido aproximadamente após 5 camadas. Veja o exemplo abaixo com a cor T2.

 

Repare que à partir da 6a camada, a cor não escurece mais. Ou seja, ao atingir a cor original, a cor T2 sempre será um cinza 20%.

 

Dica1: a cor da tampa da caneta representa quase que fielmente o limite de tonalidade da cor. Não se assuste se uma cor muito clara parecer escura logo que aplicá-la no papel. Espere até a tinta secar e veja o resultado.

Dica2: em papéis de qualidade inferior, o limite de tonalidade é atingido antes das 5 camadas. Isso impacta diretamente no controle das tonalidades.

 

COMO USAR A NOMENCLATURA DOS CINZAS?

Agora que já sabe como funciona a nomenclatura dos cinzas na teoria, podemos começar a prática.

 Primeiro, vou escolher uma família de cor (Toner Gray) e definir qual será o tom mais claro (mais iluminado) e o tom mais escuro (mais sombreado) que irei utilizar no desenho pois acho mais fácil definir esses limites antes. No meu caso, na área mais iluminada usarei o T1 e na área mais escura o T7 para uma sombra quase preta. E para os tons intermediários vou escolher cores entre essas duas: T3 e T5. Depois, faço um esboço com os números apenas como referência e para não me perder.

 

 

Veja no segundo desenho que há uma grande diferença de tonalidade entre uma face e outra. Consegui esse resultado porque escolhi apenas os tons ímpares (T1, T3, T5 e T7) e “pulei" os tons pares, para que houvesse mais contraste entre eles. Se tivesse escolhido os tons na sequência (T1, T2, T3, T4) também haveria volume e efeito de sombra, mas com muito menos contraste e impacto (segunda imagem).

 Esse é primeiro segredo: para representar sombras mais marcadas não há necessidade de ter a escala completa de uma família de cor. O ideal é “pular" alguns tons, escolhendo somente os tons pares ou somente os tons ímpares de uma escala de cinzas, exatamente como neste kit de tons de cinza.

 

Clique sobre a imagem ou aqui para ver este kit na loja.

 

Agora, se o seu objetivo for representar sombras pouco marcadas ou realizar transições suaves de tons, vai precisar de bastante prática e velocidade para misturá-los dessa forma. Nesse caso, recomendo realizar o mesmo exercício, mas utilizando todas as tonalidades da família de cor.

 

 No exemplo acima, é possível ver claramente a diferença no sombreamento do cilindro utilizando apenas os tons ímpares entre T1 e T7 ou utilizando todos os tons intermediários entre o T1 e o T7.Se este for o caso, os kits de 12 cores são ideais.

 

Clique sobre a imagem ou aqui para ver estes kits na loja.

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